O mercado segurador em Portugal registou um crescimento robusto no primeiro semestre de 2026, com o total de prémios e vendas das seguradoras a atingir 9.417 mil milhões de euros, face aos 7.977 mil milhões do mesmo período de 2025, o que representa um aumento de 1.440 mil milhões de euros (18,1%). O ranking foi elaborado pelo ECOseguros com base em dados públicos da ASF, agregando as 66 seguradoras ativas em 40 grupos empresariais. O crescimento não foi homogéneo: crescer não foi necessariamente suficiente para ganhar quota, e o mercado mantém-se altamente concentrado, com os três maiores grupos a representarem 59,8% do mercado.
A Fidelidade mantém a liderança com 2.843 mil milhões de euros em prémios e vendas, acrescentando 500,8 milhões de euros ao volume de negócios (crescimento de 21,4%) e aumentando a quota de 29,4% para 30,2%. A Ageas continua a ser o principal desafiante, crescendo 26,3% para 1.626 mil milhões de euros, com a quota a subir de 16,1% para 17,3%, beneficiando especialmente do crescimento de 43% da Ocidental Vida. A Generali surge como exceção entre os grandes grupos, crescendo apenas 5,6% e perdendo quota de 13,8% para 12,3%. A BPI VeP (do grupo VidaCaixa) foi outro vencedor, crescendo 40,3% para 628,2 milhões de euros e aumentando a quota de 5,6% para 6,7%.
Entre os restantes grandes operadores, Allianz, Santander, Mapfre e Zurich aumentaram os prémios em volume mas cresceram abaixo do mercado e perderam quota. O Crédito Agrícola destacou-se entre os operadores de dimensão intermédia, crescendo 46,1% para 276,9 milhões de euros e ganhando 0,6 pontos de quota. Do lado negativo, a GamaLife reduziu os prémios de 178,4 para 164,3 milhões de euros (queda de 7,9%) e a Hiscox registou a maior queda percentual com menos 40,1%, passando de 7 para 4,2 milhões de euros.
Os operadores de menor dimensão apresentam alguns dos crescimentos percentuais mais elevados: a MGEN cresceu 554,6% (de 1,45 para 9,5 milhões), a MPS aumentou 162,4% e a Hagel subiu 89,7%, embora estas percentagens resultem de bases de partida muito reduzidas. O ramo Vida foi o grande destaque do semestre, crescendo 30% entre as seguradoras exclusivas Vida e 16% entre as mistas, enquanto os seguros Não Vida cresceram 10%.




