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Voluntariado: Organizações pedem revisão da lei e «têm um Governo que se identifica» com as suas causasFoto de kschneider2991 no Pexels
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Voluntariado: Organizações pedem revisão da lei e «têm um Governo que se identifica» com as suas causas

Agência ECCLESIA15 de setembro de 2026 às 19:17

A Conferência Portuguesa do Voluntariado (CPV) promoveu, no dia 15 de setembro de 2026, na Sala do Senado da Assembleia da República, em Lisboa, um encontro para debater a revisão da Lei do Voluntariado, data que coincidiu com o Dia Internacional da Democracia. O evento, realizado também no âmbito do Ano Internacional dos Voluntários 2026, reuniu representantes do setor do voluntariado com os partidos políticos com assento parlamentar, incluindo PSD, Chega, PS e CDS-PP, e estruturou-se em três sessões de debate sobre o alargamento do conceito de voluntariado, o voluntariado como ponte entre gerações e as principais propostas de revisão da lei.

O секретар де Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, afirmou na sessão de abertura que as organizações do setor "têm um Governo que se identifica" com as suas causas e assegurou que o executivo português quer promover e reconhecer a atividade voluntariado, prometendo apoio legislativo. O governante destacou que não se trata apenas de modernizar terminologia, mas de criar medidas concretas e atuais que caracterizem o voluntariado para o futuro, e explicou que a Direção-Geral do Trabalho assumiu as competências do setor do voluntariado, que estavam na extinta CASES, a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social.

O vice-presidente da CPV, Miguel Salgado, alertou que uma lei com 27 anos "seguramente já não representa a realidade" e que o voluntariado desenvolveu-se de "muitas outras formas ao longo dos últimos anos", incluindo novas modalidades como o voluntariado informal e corporativo, que a legislação atual não contempla. A presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet, salientou que há mais jovens a querer fazer voluntariado e mais reformados com competências para oferecer à comunidade, sublinhando a necessidade de uma lei que enquadre o voluntariado informal, como aconteceu nas tragédias das tempestades de janeiro ou no acolhimento de refugiados da Ucrânia.

A CPV, que agrega direta ou indiretamente mais de 40 mil organizações, considera que os desafios atuais do voluntariado recomendam a atualização urgente da legislação nacional. O chefe nacional do Corpo Nacional de Escutas, Bento Lopes, referiu que os 67 mil escuteiros e 14 mil adultos voluntários da organização querem que a revisão da lei inclua questões como o registo criminal na perspetiva da gratuidade, seguros para voluntários e certificado individual de competências. A iniciativa surgiu semanas após a Assembleia da República ter aprovado, por unanimidade, um voto de pesar por Eugénio Fonseca, presidente da CPV que faleceu em agosto aos 69 anos.

Porque é que isto importa

As organizações de voluntariado em Portugal, que agregam mais de 40 mil entidades, lutam há anos pela modernização de uma lei com quase três décadas que não reflete as novas formas de voluntariado, como o informal e o corporativo. O Governo promete apoio legislativo, mas o sucesso dependerá da capacidade de consensus entre partidos, organizações e Estado para criar um quadro legal que proteja e promova o voluntariado em todas as suas dimensões.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Agência ECCLESIA a 15 de setembro de 2026 às 19:17; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Política e diz respeito a Lisboa. Nesta secção temos atualmente 30847 artigos.

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