Portugal registou um aumento significativo da transmissão de mpox ao longo de 2026, com 282 casos confirmados entre 1 de janeiro e 31 de agosto, segundo dados da Direção-Geral da Saúde citados pela agência Lusa. A maior subida começou a ser observada no final de maio e tornou-se mais evidente durante os meses de junho e julho. Apesar deste aumento, as últimas semanas têm mostrado uma redução no número de novos casos. Entre os infetados, 18 pessoas necessitaram de internamento hospitalar, o que corresponde a 6,4% do total de casos confirmados.
A Organização Mundial da Saúde confirmou a existência de transmissão comunitária em Portugal de uma das variantes do vírus responsável pela mpox, a clade Ib. Portugal reportou 66 casos associados a esta linhagem, e a mesma variante foi também identificada noutros países europeus, incluindo França, Alemanha, Irlanda, Itália, Países Baixos, Suíça, Reino Unido e República Checa. A DGS identificou 13 grupos de casos epidemiologicamente relacionados, com uma média de 2,4 infeções por grupo, dos quais nove tinham a clade Ib detetada, sete dos quais na região de Lisboa e Vale do Tejo.
A maioria esmagadora das pessoas infetadas são homens, representando 97,9% dos casos, com uma idade média de cerca de 35 anos. Lisboa e Vale do Tejo concentra 66,7% de todas as infeções confirmadas. Entre os homens infetados, 81,2% indicaram ter mantido relações sexuais com outros homens. Em 80,5% dos casos analisados foi detetado o clade I do vírus.
A DGS garante que continua a acompanhar a evolução epidemiológica da doença e a desenvolver medidas de prevenção, incluindo ações de informação dirigidas à população e aos profissionais de saúde. A estratégia inclui igualmente a promoção da vacinação disponível através do Serviço Nacional de Saúde entre as pessoas consideradas com maior risco de exposição. A autoridade de saúde mantém o apelo à prevenção e à procura de cuidados de saúde sempre que surgirem sintomas compatíveis com mpox, como lesões na pele, febre e aumento dos gânglios linfáticos.




