O terreno das Infraestruturas de Portugal junto à Estação Nova de Coimbra vai ser transferido para a Câmara Municipal para criar habitação "a custos acessíveis". O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou que o processo já foi instruído pela IP e que a Estamo, empresa que gere património do Estado, está capacitada para o avaliar. O terreno, situado junto à antiga linha ferroviária desactivada para dar lugar ao Metrobus, deverá ser palco de uma "transformação" urbana, garantindo que o investimento em transportes tenha maior impacto no território.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, afirmou que o objectivo é entregar o terreno ao município para ser criada uma "unidade de execução", com um "grande foco para a habitação a custos acessíveis", mas também com uma percentagem dedicada a serviços como supermercados, espaços de cultura e cafés.
A cerimónia de inauguration da circulação do Metrobus até Coimbra-B e Praça da República foi encurtada devido a um protesto de cerca de 30 pessoas, convocadas pela União dos Sindicatos de Coimbra e pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos. Os protestantes criticaram o preço do passe intermodal, a ausência de gratuitidade na ligação entre Coimbra-B e a Estação Nova, e a possibilidade de privatização dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra. Ana Abrunhosa reconheceu que a última semana foi "muito difícil" e prometeu corrigir o que não estiver a funcionar.
Leonel Serra, presidente da Metro Mondego, anunciou que a fase C, ligando aos Hospitais da Universidade de Coimbra e ao Hospital Pediátrico, está prevista para abrir no final do primeiro trimestre de 2027. O Governo mandatou ainda a Metro Mondego para realizar estudos e projectos necessários à expansão do sistema em dois novos troços urbanos: Coimbra-Condeixa Nova e Coimbra-Cantanhede-Mealhada.



