O antigo primeiro-ministro José Sócrates foi confrontado no julgamento da Operação Marquês com conversas telefónicas que demonstram o seu ascendente sobre o empresário Carlos Santos Silva, relativamente a um apartamento em Paris. Sócrates insistiu que o imóvel pertence ao empresário e não a si próprio.
Durante o interrogatório pela juíza-presidentedo processo, Sócrates tentou justificar a sua posição dominante sobre Santos Silva, admitindo poder "ser arrogante" e ter "ganho uns tiques de arrogância", embora tenha acrescentado que "outros são mais arrogantes" do que ele.
O julgamento da Operação Marquês envolve o antigo chefe do Governo entre 2005 e 2011, que enfrenta acusações relacionadas com crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Carlos Santos Silva é descrito como seu alegado testa-de-ferro em diversas operações financeiras.


