O artigo denuncia o que considera ser a maior burla relacionada com os subsídios de mobilidade na Madeira, apresentados oficialmente como apoio aos madeirenses e instrumento de coesão territorial, mas que segundo o autor poderão estar a garantir liquidez às companhias aéreas, funcionando como subsídio encoberto às low costs.
O texto questiona se estas políticas não estarão a financiar um modelo turístico de massas que beneficia as companhias aéreas, grandes operadores e interesses privados instalados, deixando aos residentes apenas os custos. O autor alerta que esta situação resulta em habitação incomportável, pressão sobre os serviços públicos, salários baixos e uma ilha cada vez mais congestionada.
São mencionados os nomes de Eduardo Jesus e Miguel Albuquerque como figuras políticas associadas a estas políticas, которых автор критику por considerar que o único indicador de sucesso governado é o número de turistas que aterram no aeroporto, sem consideração pela realidade dos residentes.
O artigo apela à transparência, questionando quanto dinheiro público é canalizado para as companhias aéreas, quem beneficia verdadeiramente destes subsídios e quem assume a responsabilidade por este modelo. O autor conclui que a maior burla pode não ser apenas aquela que acaba num tribunal, mas também aquela que, com a bênção do poder político, vende o futuro da Madeira em nome do desenvolvimento.




