As energias renováveis representaram 74,4% da eletricidade produzida em Portugal Continental entre janeiro e agosto, segundo dados da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). Em agosto especificamente, a incorporação renovável atingiu 69,2%, correspondendo a 2.298 gigawatt-hora (GWh) de um total de 3.320 GWh produzidos no mês.
O mês de agosto distinguiu-se pelo equilíbrio entre a energia solar, que voltou a liderar a produção com 23,7%, e a energia eólica, com 23,3% do mix de geração. A tecnologia hídrica ocupou a terceira posição com 14,9%, seguida pela bioenergia com 7,3%. Durante este período, a produção renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade durante 14 horas.
Entre janeiro e agosto, registaram-se 707 horas não consecutivas em que as renováveis cobriram toda a procura de eletricidade em Portugal continental. No ranking europeu analisado pela APREN entre oito países, Portugal ficou em quarto lugar, atrás da Noruega (97,4%), Dinamarca (95,4%) e Áustria (79,9%).
A produção renovável permitiu evitar 809 milhões de euros em importações de gás natural e 374 milhões de euros em importações de eletricidade, além de uma poupança estimada de 492 milhões de euros em licenças de emissão de CO2. Segundo Susana Serôdio, Coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, os resultados demonstram o valor da complementaridade do mix elétrico português.




