A Grécia está atualmente a financiar-se a custos mais baixos do que a França nos mercados de dívida, uma inversão remarkable face ao que se verificava durante a crise da zona euro. Esta situação ocorre apesar de a Grécia continuar a ter uma relação dívida pública/PIB significativamente superior à de Paris.
A recuperação da confiança dos mercados na Grécia deve-se a vários fatores, incluindo as reformas estruturais implementadas após os programas de ajustamento, o superavit primário sustained e a política monetária acomodática do Banco Central Europeu durante anos.
Em contraste, a França enfrenta uma perda progressiva de credibilidade orçamental, com um défice orçamental elevado e um crescimento económico moderado. As agências de rating têm expressed preocupações sobre a trajetória da dívida francesa, o que tem pressionado os yields das obrigações de Paris.
Esta situação ilustra como os mercados financeiros avaliam agora a qualidade creditícia de um país com base na sua disciplina orçamental e nas perspetivas fiscais futuras, e não apenas no nível absoluto da dívida. A inversão entre Atenas e Paris tornou-se assim um símbolo das mudanças nas perceções de risco na zona euro.




