Um novo escândalo abalou o budismo este mês com a prisão de Phra Wachirayan Wi, de 66 anos, também conhecido pelo antigo nome monástico Luang Pho Atichot Dhammavaro. O ex-monge budista tailandês era o líder (abade) do Wat Phutthaisawan, um importante complexo religioso do século XIV em Ayutthaya, a antiga capital da Tailândia, e era conhecido por um status de alta senioridade, prestígio político e grande influência popular.
O caso envolve violações graves dos votos religiosos fundamentais do budismo, incluindo o não cumprimento dos votos de castidade e de renúncia a bens materiais. Phra Wachirayan Wi contava com seguidores entre funcionários do governo, empresários, autoridades policiais e militares de alta patente, demonstrando sua ampla rede de influência.
A polícia tailandesa iniciou uma investigação em julho de 2026 após denúncias de uso indevido de fundos do templo. As autoridades descobriram que doações foram embolsadas em mais de 20 ocasiões ao longo de dois anos, revelando um esquema prolongado de desvio de recursos. De acordo com o jornal britânico "The Guardian", a polícia afirmou que foram identificadas duas fontes de irregularidades financeiras.




