A venda de bilhetes falsos para concertos, festivais e eventos desportivos através de perfis falsos nas redes sociais é um dos principais esquemas utilizados para enganar consumidores em Portugal. No Porto, a Polícia Judiciária desmantelou recentemente a operação Showbizz, uma rede que vendia bilhetes inexistentes, telemóveis e selos promocionais através de plataformas online. Os burlões atraíam vítimas com anúncios a preços convidativos ou bilhetes para espetáculos esgotados, mas nada do que ofereciam existia realmente.
Os turistas que visitam o Porto são também alvo de burlas relacionadas com alojamento. A elevada procura por quartos e apartamentos na cidade, que recebeu mais de três milhões de visitantes no primeiro semestre de 2026, cria oportunidades para ofertas enganosas. A PSP já alertou para situações em que utilizadores são encaminhados para pagamentos fora dos canais habituais de plataformas como a Airbnb, ou em que anúncios apresentam fotografias reais mas correspondem a propriedades inexistentes. Mesmo após uma reserva legítima, têm surgido mensagens falsas, aparentemente enviadas por proprietários ou plataformas, a informar de problemas com pagamentos.
Os burlões afastam frequentemente as vítimas das plataformas oficiais para as comunicar através de aplicações como WhatsApp ou Telegram, onde é mais fácil convencê-las a fazer pagamentos diretos. E-mails de phishing e códigos QR são outro isco comum, conduzindo a páginas falsas que recolhem palavras-passe ou dados bancários. Quem viaja recorre ainda a redes wi-fi públicas em hotéis, aeroportos e cafés, o que representa riscos adicionais para a privacidade dos dados, sobretudo quando se acede a contas ou se realizam operações sensíveis.
Para evitar ser burlado, a recomendação é comprar bilhetes apenas através de organizadores ou vendedores autorizados, pagar alojamentos através das plataformas oficiais, não seguir ligações inesperadas enviadas por e-mail, SMS ou WhatsApp, e confirmar sempre o endereço dos sites antes de introduzir palavras-passe ou dados bancários. O uso de uma VPN em redes públicas é também sugerido como medida adicional de segurança.




