Todas as notícias
Política
Negócios
Tecnologia
Ocorrências
Desporto
Meteorologia
Ciência
Entretenimento
Mundo
Imobiliário
Notícias de IA
Da indústria à defesa: os sete desafios ao legado de Ursula von der LeyenFoto de hpgruesen no Pexels
Política
União Europeia
Conflito militar
Medicina

Da indústria à defesa: os sete desafios ao legado de Ursula von der Leyen

Eco15 de setembro de 2026 às 11:40

Quando Ursula von der Leyen chegou à presidência da Comissão Europeia em 2019, a prioridade era tornar a União Europeia mais verde. Sete anos volvidos, que incluíram uma pandemia global, um conflito às portas da Europa e uma nova guerra comercial, a principal preocupação passou a ser como impedir a economia europeia de ficar para trás. O seu segundo mandato, provavelmente o último, termina em 2029.

O diagnóstico foi traçado nos relatórios independentes encomendados pela Comissão a dois antigos primeiros-ministros italianos, Enrico Letta e Mario Draghi. Concluiu-se que a produtividade está estagnada, o mercado interno continua fragmentado, há um défice de investimento e as empresas europeias têm dificuldade em ganhar escala. A estimativa de Draghi é de que a UE precisa de mobilizar mais 800 mil milhões de euros de investimento por ano para inverter esta trajetória. Apenas 15,7% das 383 recomendações de Draghi estavam totalmente implementadas em meados deste ano.

A segunda Comissão de von der Leyen transformou os relatórios nos principais guias da nova agenda de Bruxelas, apresentando estratégias em áreas que vão da competitividade, indústria limpa e inteligência artificial à defesa e segurança económica. Os sete desafios principais identificados são: competitividade, política industrial, fragmentação dos mercados de capitais, energia, dependência da China, defesa e inteligência artificial.

A líder do Executivo comunitário transformou Bruxelas num ator económico mais intervencionista, mas permanece a dúvida sobre se a ambição europeia está a ser acompanhada pela capacidade de executar. As negociações sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual, para 2028-2034, decorrem em paralelo com as eleições em França, Itália, Espanha e Polónia, o que poderá dificultar ainda mais os compromissos sobre a dimensão e distribuição dos recursos europeus.

Porque é que isto importa

O artigo é diretamente relevante para leitores em Portugal, enquanto Estado-membro da UE, porque as decisões discutidas — desde a competitividade industrial e os custos energéticos até à defesa e à inteligência artificial — afetam a economia nacional, o emprego e o financiamento disponível para o país. As próximas eleições em vários Estados-membros podem ainda alterar o equilíbrio de poder em Bruxelas, afetando a capacidade de implementação das reformas.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Eco a 15 de setembro de 2026 às 11:40; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Política. Nesta secção temos atualmente 30248 artigos.

Todos os artigos da secção →
Fonte

Notícias relacionadas

Política

Duas ilhas privadas, um espetáculo de fogo de artifício e uma grande festa de três dias: casamento de Trump Jr. foi financiado por oligarca russo próximo de Putin

O casamento de Donald Trump Jr., que durou três dias e incluiu duas ilhas privadas e um espetáculo de fogo de artifício, foi financiado pelo oligarca russo e presidente da Associação Internacional de Boxe (IBA), um organismo apoiado pela Gazprom. As ligações de longa data entre o oligarca e Putin, bem como o financiamento do evento, estão a gerar controvérsia nos Estados Unidos.

CNN Portugal15/09/26, 12:25
Política

Ucrânia e Defesa Europeia: 'A Alemanha está num processo de rearmamento muito intenso'

Debateram-se o intenso processo de rearmamento da Alemanha no contexto da defesa europeia e da guerra na Ucrânia, bem como os impactos económicos e os riscos da subida das taxas de juro da dívida pública e da energia nos Estados Unidos e na Alemanha.

Now15/09/26, 12:20
Política

Viseu reafirma promoção de envelhecimento ativo

A autarquia de Viseu e a Fundação INATEL reafirmaram o seu protocolo de promoção do envelhecimento ativo, confirmando o compromisso de combater o isolamento e a solidão dos cidadãos mais velhos.

Diário de Viseu15/09/26, 12:15
Mário Centeno e Paulo Mota Pinto na conferência inaugural do novo think tank de esquerda
Política

Mário Centeno e Paulo Mota Pinto na conferência inaugural do novo think tank de esquerda

Foi lançado no final de agosto o Instituto Progresso, um novo think tank de esquerda que visa contribuir para o debate político e abranger progressistas desde o Livre até ao PSD. A conferência inaugural realiza-se no sábado e conta com as participações do ex-governador do Banco de Portugal Mário Centeno e do ex-líder parlamentar do PSD Paulo Mota Pinto, num evento que junta figuras de diferentes espectros do centro-esquerda.

Expresso15/09/26, 12:14