Quem vive no Porto sabe que a cidade não precisa de se desculpar por nada, com a sua agenda cultural cheia e o rio que aparece em quase todas as vistas. Mas há experiências que só acontecem em Londres, não por Lisboa ou pelo Porto serem cidades menores, mas porque a escala de uma cidade de nove milhões de pessoas produz vivências que simplesmente não cabem numa cidade menor.
O West End londrino oferece musicais que são outra categoria de espetáculo, com cenários que mudam em segundos e elencos que cantam ao vivo com uma precisão impressionante. Produções como o Phantom of the Opera, que esteve em cena durante trinta e cinco anos seguidos, e o Les Misérables continuam a encher teatros. O West End concentra dezenas de produções em simultâneo, de grandes musicais a peças de autor, com oferta que muda regularmente.
Londres tomou a decisão política de não cobrar entrada nos seus museus nacionais, o que mudou completamente a relação da cidade com a cultura. O British Museum, o Victoria and Albert, a National Gallery, o Natural History Museum e o Science Museum são todos gratuitos e ficam num raio de dez minutos a pé. O Natural History Museum tem uma arquitetura que é por si só uma atração, com a fachada em terracota e corredores em arco que parecem pertencer a outro século.
Os mercados de rua de Londres são também uma experiência única. O Borough Market junto à Southwark Cathedral não é um mercado de supermercado nem de turista, mas um sítio onde se compra queijo afilado, pão de fermentação lenta e se almoça de pé com comida do outro lado do mundo preparada ali mesmo. Brick Lane tem murais, lojas vintage e cozinha bangladeshiana a preços acessíveis, enquanto Portobello Road é o mercado dos antiquários. A diversidade gastronómica de Londres estende-se a bairros como Chinatown em Soho, Brixton para sabores caribenhos e africanos, e Islington para restaurantes modernos.




