A Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito-crime ao diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, por suspeitas de abuso de poder e falsas declarações em tribunal. A investigação surgiu após uma denúncia apresentada em julho por David Freitas, coordenador da própria PJ, diretamente ao procuradorgeral da República.
Carlos Cabreiro é suspeito de ter mentido em tribunal e de ter ordenado uma escuta proibida no caso do hacker Rui Pinto. A queixa contra o diretor nacional foi apresentada pelo coordenador da PJ, David Freitas, que é também colega de trabalho de Cabreiro.
A mulher de David Freitas foi uma das inspetoras que investigou o caso de Rui Pinto, o hacker português que revelou os Football Leaks e que está atualmente a ser julgado. Esta inspetora está ela própria a ser julgada por falsas declarações, o que terá motivado a queixa apresentada pelo marido.




