A Ucrânia atacou uma refinaria na região russa de Samara, na cidade de Syzran, após o anúncio do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Kiev e Moscovo tinham acordado abster-se de atacar mutuamente infraestruturas ligadas à energia. O ataque envolveu mais de 40 drones ukrainianos, causando danos numa empresa industrial e em vários edifícios residenciais, segundo o governador local. A refinaria de Syzran, pertencente à petrolífera russa Rosneft, tem uma capacidade de processamento de até 8,5 milhões de toneladas de crude por ano e já tinha sido atingida cinco vezes anteriormente.
Trump declarou que a Ucrânia concordou em não atacar alvos energéticos russos e que a Rússia faria o mesmo. Na mesma mensagem, o Presidente norte-americano afirmou que o aumento do preço mundial do gasóleo se deve principalmente à guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
O Presidente ukrainiano, Volodymyr Zelensky, sublinhou que a Ucrânia só se abstera de atacar infraestruturas petrolíferas russas se obtiver garantias de que a Rússia também interromperá os bombardeamentos contra o sistema elétrico, as infraestruturas de energia essenciais e a logística alimentar ukrainiana. Zelensky afirmou que a Ucrânia não está convencida de que a Rússia tenha vontade de cumprir o acordo, duvidando que o Presidente russo, Vladimir Putin, esteja interessado na trégua parcial.
Durante a mesma noite, as forças ukrainianas atacaram também a região de Rostov, danificando um centro logístico da rede de comércio eletrónico Ozon em Taganrog e a fábrica aeronáutica Beriev, especializada na reparação de aviões de guerra russos. O Ministério da Defesa russo reclamou o abate de 222 drones ukrainianos sobre 15 regiões russas, a Crimeia anexada e o mar Negro. A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 e lançou uma campanha militar de grande escala contra todo o território ukrainiano em 2022.




