António Serrano, CEO da Jerónimo Martins Agro-Alimentar e representante dos mecenas do Fundo de Apoio Social aos Estudantes da Universidade de Évora, quer duplicar o valor angariado através do mecenato para apoiar mais estudantes. No ano letivo atual, o FASE-UÉ contou com 16 mecenas e reuniu 177.470 euros, permitindo a atribuição de 81 bolsas a estudantes em situação de carência económica. O desafio foi lançado ao reitor da instituição, António Candeias, para que no próximo ano o fundo disponha de cerca do dobro da verba atual.
O responsável rejeita que este tipo de apoio deva ser encarado como caridade e defende que se trata de uma responsabilidade cívica e social. Para Serrano, o objetivo é criar condições para que jovens com dificuldades financeiras possam concluir a sua formação e contribuir posteriormente para a sociedade. As empresas devem, na sua perspetiva, ter uma participação mais ativa na realidade social das universidades e das regiões onde operam.
António Serrano tem uma ligação pessoal a esta causa, pois quando era estudante, oriundo de uma zona rural, beneficiou de apoio social para prosseguir os estudos. No primeiro ano foi trabalhador-estudante antes de recorrer a mecanismos de apoio que lhe permitiram reduzir a pressão e dedicar mais tempo à formação. A sua experiência moldou a visão de que as dificuldades económicas não devem determinar quem pode frequentar uma universidade.
O CEO considera ainda que universidades do interior, como a de Évora, enfrentam dificuldades adicionais na aproximação ao tecido empresarial devido à menor concentração de grandes empresas. Defende que a instituição deve continuar a apresentar projetos concretos às empresas e a procurar novos parceiros,强调了 resultados concretos como essencial para conquistar novos apoios.
