O lucro do Crédito Agrícola baixou 2,2% no primeiro semestre do ano, situando-se em 168,5 milhões de euros, com uma rentabilidade dos capitais próprios de 10,5%. O grupo liderado por Sérgio Frade foi penalizado pela redução da margem financeira, que caiu 1,5% para 328,4 milhões de euros devido à normalização das taxas de juro, e pelo aumento dos custos de estrutura em 8,5% para 254,8 milhões de euros.
O contributo das empresas de seguros caiu quase 60% para 5,9 milhões de euros, afetado pelo impacto negativo dos custos com sinistros associados à tempestade Kristin, que atingiu o país no início do ano. Os resultados dos contratos de seguros recuaram 11% para perto de 50 milhões de euros. No entanto, o resultado líquido beneficiou da forte melhoria dos resultados de operações financeiras, que quase duplicaram para 22,5 milhões de euros.
A carteira de crédito cresceu 8,1% para 14,5 mil milhões de euros, impulsionada pelo crédito à habitação junto dos jovens ao abrigo da linha de garantia pública. Até final de junho, o Crédito Agrícola já tinha concedido 251,8 milhões de euros em crédito à habitação para jovens, correspondendo a cerca de 1.500 contratos.
Os depósitos de clientes subiram mais de 2% para 24,3 mil milhões de euros, e os recursos em seguros de capitalização e fundos de investimento ascenderam a 2,8 mil milhões de euros, representando um crescimento de 8% desde o início do ano.




