O secretaryário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, defende que a base remuneratória na Função Pública deve ser aumentada para além dos 1.030 euros em 2027. Os valores concretos das reivindicações serão apresentados esta terça-feira numa conferência de imprensa em Lisboa, onde será revelado o caderno reivindicativo para o Orçamento do Estado.
José Abraão argumenta que o acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública, reforçado no ano passado, é um acordo de mínimos assinado num contexto económico diferente. O responsável alerta que a inflação poderá ficar acima dos 3% este ano, o que causará perdas no poder de compra perante o acordo em vigor.
O acordo atual prevê aumentos salariais de 2,3%, com um mínimo de 60,52 euros, o que faria a base remuneratória subir dos atuais 934,99 euros para 995,51 euros em 2027. José Abraão considera que não faz sentido continuar a penalizar os trabalhadores com perdas salariais quando a inflação ultrapassará provavelmente os 3%.
O secretaryário-geral da Fesap admite que a federação vai exigir um aumento mínimo superior aos 95 euros propostos no ano passado, garantindo que mesmo 1.030 euros seria insuficiente face às necessidades dos trabalhadores e à necessidade de fixar pessoas. Sobre o subsídio de refeição, atualmente nos 6,15 euros com subidas previstas de 15 cêntimos por ano até 2029, a Fesap admite pedir ao Governo que vá mais além, lembrando que o acordo prevê uma cláusula de reavaliação caso se verifique uma alteração substancial das condições.




