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Mesmo que salário mínimo no Estado subisse para 1.030 euros em 2027 seria “curto”Foto de geralt no Pexels
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Mesmo que salário mínimo no Estado subisse para 1.030 euros em 2027 seria “curto”

Eco15 de setembro de 2026 às 09:35

O secretaryário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap), José Abraão, defende que a base remuneratória na Função Pública deve ser aumentada para além dos 1.030 euros em 2027. Os valores concretos das reivindicações serão apresentados esta terça-feira numa conferência de imprensa em Lisboa, onde será revelado o caderno reivindicativo para o Orçamento do Estado.

José Abraão argumenta que o acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da Administração Pública, reforçado no ano passado, é um acordo de mínimos assinado num contexto económico diferente. O responsável alerta que a inflação poderá ficar acima dos 3% este ano, o que causará perdas no poder de compra perante o acordo em vigor.

O acordo atual prevê aumentos salariais de 2,3%, com um mínimo de 60,52 euros, o que faria a base remuneratória subir dos atuais 934,99 euros para 995,51 euros em 2027. José Abraão considera que não faz sentido continuar a penalizar os trabalhadores com perdas salariais quando a inflação ultrapassará provavelmente os 3%.

O secretaryário-geral da Fesap admite que a federação vai exigir um aumento mínimo superior aos 95 euros propostos no ano passado, garantindo que mesmo 1.030 euros seria insuficiente face às necessidades dos trabalhadores e à necessidade de fixar pessoas. Sobre o subsídio de refeição, atualmente nos 6,15 euros com subidas previstas de 15 cêntimos por ano até 2029, a Fesap admite pedir ao Governo que vá mais além, lembrando que o acordo prevê uma cláusula de reavaliação caso se verifique uma alteração substancial das condições.

Porque é que isto importa

Os trabalhadores da administração pública em Portugal enfrentam possíveis perdas reais de salário se a inflação confirmar-se acima dos 3%, dado que o acordo em vigor apenas garante aumentos de 2,3%. O resultado destas negociações salariais afeta diretamente centenas de milhares de funcionários públicos e pode influenciar a capacidade de fixação de trabalhadores no setor. WHY: Os trabalhadores da administração pública em Portugal enfrentam possíveis perdas reais de salário se a inflação confirmar-se acima dos 3%, dado que o acordo em vigor apenas garante aumentos de 2,3%. O resultado destas negociações salariais afeta diretamente centenas de milhares de funcionários públicos e pode influenciar a capacidade de fixação de trabalhadores no setor.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Eco a 15 de setembro de 2026 às 09:35; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 23037 artigos.

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