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Exportações da indústria agroalimentar e bebidas disparam 25% para o Brasil até julhoFoto de Rafael Rodrigues no Pexels
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Exportações da indústria agroalimentar e bebidas disparam 25% para o Brasil até julho

Eco15 de setembro de 2026 às 09:40

As exportações da indústria alimentar e das bebidas portuguesa cresceram 4,16% entre janeiro e julho de 2026, face ao período homólogo do ano anterior, contrariando o sentimento de incerteza a nível global. Os mercados extracomunitários continuam a ser o principal destino, concentrando exportações no valor de 1,51 mil milhões de euros. Entre os mercados que registaram maior crescimento, destacam-se o Brasil, com uma subida de 25,45%, e Angola, com 22,12%. Em sentido contrário, as exportações para os Estados Unidos recuaram 12,50%.

Este crescimento forte ocorreu num período marcado pela assinatura do acordo UE-Mercosul, que permite uma redução das taxas alfandegárias para o comércio entre a União Europeia e a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O acordo prevê que o Mercosul elimine progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações da UE, incluindo os 27% sobre vinhos e os 35% sobre bebidas espirituosas. A União Europeia, por sua vez, vai pôr fim às tarifas sobre 91% das exportações do Mercosul.

As vendas do setor na União Europeia também registaram uma evolução positiva, crescendo 2,56% para 3.175 milhões de euros. Países Baixos, Itália e Polónia destacaram-se entre os mercados com maior dinamismo, enquanto as exportações para a Bélgica diminuíram 4,27%.

A presidente da FIPA, Jorge Tomás Henriques, alertou que o crescimento das exportações não pode ser dado como adquirido. A federação considera essencial reforçar os instrumentos de apoio à internacionalização, promover a competitividade das empresas e assegurar um enquadramento regulatório favorável ao investimento e à criação de valor.

Porque é que isto importa

Os leitores portugueses na indústria agroalimentar e bebidas beneficiam diretamente destes dados, que mostram oportunidades crescentes no mercado brasileiro e angolano, mas também riscos de queda nos EUA. O artigo segue-se à implementação do acordo UE-Mercosul, cujo impacto prático nas taxas alfandegárias começa a refletir-se nos números de exportação. A FIPA adverte que o sucesso depende de Concertação entre empresas, associações e decisores públicos para manter a competitividade.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Eco a 15 de setembro de 2026 às 09:40; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 23037 artigos.

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