O Instituto Português de Corporate Governance (IPCG) defende que a sustentabilidade deve deixar de estar confinada aos relatórios e passar a estar no centro da estratégia empresarial. Segundo o organismo, os riscos climáticos, a qualidade da informação ESG e as exigências regulatórias estão a transformar a sustentabilidade numa matéria de gestão e governance, com impacto direto nas estratégias de negócio e no acesso ao financiamento das empresas.
O IPCG vai debater esta questão na sua Conferência Anual ESG, no dia 15 de setembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O evento, dedicado ao tema "Estratégia Empresarial, Qualidade de Dados e Financiamento", é realizado em parceria com a Deloitte, a EY, a KPMG e a PwC, e junta representantes de empresas, instituições financeiras, entidades reguladoras e especialistas em sustentabilidade e corporate governance.
Para João Moreira Rato, presidente da Direção do IPCG, a sustentabilidade não pode ficar limitada aos departamentos responsáveis pelo reporte, exigindo o envolvimento dos conselhos de administração, uma vez que influencia a estratégia e a gestão do risco das organizações. O responsável defende que uma governance sólida é essencial para transformar objetivos de sustentabilidade em decisões informadas e na criação de valor a longo prazo.
Entre os tópicos em análise na conferência estarão a influência dos riscos climáticos nas decisões de crédito, a importância da qualidade dos dados ESG e a evolução do enquadramento regulatório e das obrigações de reporte. Com esta iniciativa, o IPCG pretende promover um debate que vá além da mera conformidade, posicionando a sustentabilidade como fator central da competitividade das empresas.




