O Crédito Agrícola alcançou um resultado líquido consolidado de 168,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, uma quebra homóloga de 2,2%, segundo anunciou o banco liderado por Sérgio Frade. A rentabilidade dos capitais próprios situou-se nos 10,5%, mas o CEO sublinhou que o custo de capital do banco é muito baixo, o que torna esta rentabilidade atrativa. O produto bancário subiu 1% para 469,4 milhões de euros, enquanto os custos operacionais aumentaram 8,5% para 254,8 milhões. A carteira de crédito cresceu 5,6% para 14.512 milhões de euros e os depósitos de clientes aumentaram 7,7% face ao ano anterior, mantendo o banco uma quota de mercado de 8,2%. Os rácios de capital CET1 e Fundos Próprios Totais fixaram-se em 24,9%, confortavelmente acima dos mínimos regulamentares. O banco espera iniciar em 2027 o processo de migração para supervisão direta do BCE, o que implicará exercícios de avaliação da qualidade dos ativos e testes de stress. Estão também em curso fusões de três Caixas Agrícolas.
Jornal Económico15/09/26, 10:32