Uma estudante levou testes de glicose à feira de ciências do Colégio-Curso Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, no último sábado, e aplicou os exames em frequentadores do evento sem trocar as agulhas de três lancetas utilizadas. Ao menos 23 pessoas ficaram vulneráveis a infecções após o episódio.
Com base em normas do Ministério da Saúde, recomenda-se que todas as pessoas que foram perfuradas procurem unidades de saúde em até 72 horas para avaliar a necessidade de iniciar o protocolo de Profilaxia Pós-Exposição (PEP). O GLOBO consultou materiais do órgão e ouviu Tânia Vergara, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), para entender como funciona o tratamento nesse tipo de situação.
A orientação é que os afetados sejam acompanhados por pelo menos 90 dias após a exposição, período necessário para identificar possíveis infecções como HIV, hepatite B e hepatite C. O acompanhamento inclui testes periódicos e monitoramento clínico para garantir que qualquer contaminação seja detectada e tratada precocemente.
O caso gerou preocupação entre autoridades de saúde e responsáveis pelos alunos da instituição, que foram orientados a buscar atendimento médico imediato. A situação evidencia os riscos de procedimentos médicos realizados sem os devidos cuidados de biossegurança, mesmo em ambiente escolar.




