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Ataque a pipeline saudita arrisca tirar 360 milhões de barris do mercadoFoto de Hans no Pexels
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Energia

Ataque a pipeline saudita arrisca tirar 360 milhões de barris do mercado

Jornal Económico15 de setembro de 2026 às 07:00

Um ataque com drone ao pipeline saudita 'East-West', alegadamente lançado a partir do Iraque, ameaça retirar entre 230 e 360 milhões de barris do mercado global, caso fique fora de operação durante três meses. O oleoduto de 1.200 quilómetros, com capacidade para transportar sete milhões de barris por dia, vai estar encerrado durante três a cinco semanas para reparações. Esta nova frente de ataque soma-se ao Irão e aos Houthis do Iémen na escalada de tensão contra a Arábia Saudita.

A consultoria energética Rystad alertou que este volume não pode ser substituído apenas por realocação de petróleo de outras origens. O petróleo atingiu quase 109 dólares durante a negociação de segunda-feira, com o barril de Brent a subir mais de 16% este mês face a agosto e acima de 56% face ao ano anterior. Se a paragem atingir dois meses, entre 156 a 240 milhões de barris exportados através do porto de Yanbu, no Mar Vermelho, ficarão fora do mercado.

A Ásia recorreria a mais petróleo norte-americano, canadiano, brasileiro e de África ocidental, enquanto as refinarias europeias competiriam mais agressivamente por crude do Mar do Norte, Azerbaijão, Líbia e outros produtores mediterrânicos. Janiv Shah da Rystad afirmou que sem maior clareza sobre a origem dos barris de substituição, os preços deverão subir no curto prazo. A consultora estimou ainda que existem 24 milhões de barris em stock no porto de Yanbu, equivalentes a uma semana de exportações.

Esta subida do petróleo surge num contexto de pressão inflacionista crescente, aumento das taxas de juros na Zona Euro e provavelmente nos EUA, e 'yields' das obrigações soberanas no nível mais elevado desde a crise financeira de 2008. O Banco Central Europeu aumentou a taxa de juro de referência na semana passada e os analistas esperam que a Reserva Federal norte-americana faça o mesmo esta semana.

Porque é que isto importa

Os leitores em Portugal e na Europa são diretamente afetados porque as refinarias europeias vão competir mais agressivamente por petróleo do Mar do Norte, Azerbaijão, Líbia e Mediterrâneo, o que pode pressionar ainda mais os preços já em alta. Esta situação agrava o contexto económico atual de inflação em subida e aumentos das taxas de juros na Zona Euro, complicando o custo de vida e os custos empresariais.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Jornal Económico a 15 de setembro de 2026 às 07:00; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22938 artigos.

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