Os mercados entraram esta terça-feira sob forte pressão, com o preço do petróleo a superar os 105 dólares no Brent e os 102 dólares no WTI, enquanto as yields das obrigações soberanas a 10 anos dos EUA e da Alemanha atingiram máximos de 2007 e 2009, respetivamente. A cotação do Brent fechou segunda-feira em alta de 1,02% para os 105,68 dólares, impulsionada pelo encerramento de um importante oleoduto saudita após um ataque com drones provenientes do Iraque. Este oleoduto, que pode transportar cerca de sete milhões de barris por dia, é crucial para contornar o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Na segunda-feira, Donald Trump anunciou que a Ucrânia e a Rússia aceitaram deixar de atacar as infraestruturas energéticas uma da outra, numa mensagem na rede Truth Social onde defendeu que o aumento do preço do gasóleo se deve principalmente à guerra entre os dois países. Os índices da Bolsa de Nova Iorque encerraram em queda, com o S&P 500 a recuar 0,48% para 7.619,98 pontos, o Dow Jones a cair 0,29% para 52.421,20 pontos e o Nasdaq Composite a descer 0,56% para 26.186,41 pontos. Na Europa, as principais praças também fecharam em baixa, arrastadas pelo setor tecnológico e por empresas de inteligência artificial.
Os investidores estão focados na decisão da Reserva Federal dos EUA na quarta-feira, com uma probabilidade entre 87% e 93% de uma subida de 25 pontos-base nas taxas de juro. O BCE já tinha subido taxas na semana passada para 2,5% e o mercado aguarda também a reunião do Banco de Inglaterra na quinta-feira. Esta terça-feira, serão publicados dados económicos importantes, incluindo o índice Empire State de manufatura de Nova Iorque, que deverá cair para 14,8, revelando um abrandamento na atividade industrial, além de dados da China sobre produção industrial e vendas a retalho de agosto.
O Citigroup anunciou que espera um retorno sobre o capital próprio tangível acima dos 11% este ano e planeia aumentar o volume de recompra de ações. Os conflitos no Médio Oriente continuam a representar a maior ameaça à economia mundial, com o impasse político entre os Estados Unidos e o Irão a manter o preço do petróleo artificialmente elevado e a alimentar receios de inflação. O sentimento para esta semana deverá ser cauteloso, com risco de descida nas bolsas se o petróleo e as yields continuarem a subir, sendo a decisão da Fed o principal catalisador.




