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Revés para a Azul. Ministério Público considera que falência da antiga TAP SGPS não foi culposaFoto de InsightPhotography no Pexels
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Revés para a Azul. Ministério Público considera que falência da antiga TAP SGPS não foi culposa

Eco15 de setembro de 2026 às 06:56

O Ministério Público emitiu um parecer concluindo que a insolvência da antiga TAP SGPS, agora designada Siavilo, foi fortuita e não culposa, contrariando a posição da companhia aérea brasileira Azul, que exige o pagamento de uma dívida de 189 milhões de euros. Os administradores de insolvência da Siavilo tinham já chegado à mesma conclusão em maio de 2026. A decisão final sobre a qualificação da insolvência caberá agora ao tribunal, que poderá decidir de imediato ou notificar previamente o devedor e as pessoas potencialmente afetadas.

A Azul avançou em novembro de 2025 com uma ação judicial no Juízo de Comércio de Lisboa argumentando que a insolvência deveria ser considerada culposa. A companhia brasileira sustenta que a retirada de ativos da TAP SGPS, incluindo as participações na TAP SA, Portugália e Cateringpor, e a própria insolvência da holding fazem parte de um plano arquitetado para frustrar o pagamento dos seus créditos. A Azul invoca ainda que a TAP não constituiu o pacote de garantias previsto no contrato da emissão de obrigações, pedindo também que seja desconsiderada a separação formal entre a TAP SGPS e a TAP SA, considerando que funcionavam como uma só entidade.

A dívida em causa remonta a 2016, quando a Azul e a Parpública emprestaram, respetivamente, 90 e 30 milhões de euros à TAP SGPS no âmbito do plano de recapitalização acordado na anterior privatização. Na altura, David Neeleman era simultaneamente o maior acionista da TAP, através da Atlantic Gateway, e dono e presidente da Azul. Os títulos têm maturidade em março de 2026, com um juro composto de 7,5%. Em novembro de 2024, a TAP SA e a Siavilo avançaram com uma ação judicial contra a Azul pedindo que o empréstimo obrigacionista seja considerado um contrato de suprimento, sujeito às perdas totais incorridas pelos acionistas.

Foi a própria TAP que pediu a insolvência da Siavilo, которую foi decretada em agosto do ano passado pelo Tribunal da Comarca de Lisboa. Os credores reclamam à holding cerca de 1,35 mil milhões de euros, dos quais 1,11 mil milhões são dívidas à TAP. Em outubro foi aprovada a liquidação da empresa, que tinha como único ativo no balanço 23,8 milhões em depósitos. A TAP apresentou a sua contestação à ação da Azul em maio de 2026.

Porque é que isto importa

The Ministry of Public Affairs concluded the insolvency of the former TAP SGPS (now Siavilo) was accidental rather than culpable, contradicting the Brazilian airline Azul's position. Azul is demanding payment of 189 million euros and wanted the insolvency classified as culpable to recover this amount. The final decision on this matter, contested since 2024, now rests with the court, after both insolvency administrators and the Public Prosecutor's Office have issued opinions in the same direction.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Eco a 15 de setembro de 2026 às 06:56; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22925 artigos.

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