O julgamento que pode abrir caminho para uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, marcado para esta terça-feira, pode terminar sem uma decisão definitiva do plenário. Relator do caso, o presidente da Corte, Edson Fachin, conduzirá a análise, mas qualquer um dos outros ministros poderá pedir vista e interromper o julgamento para examinar o processo com mais tempo.
Pelas regras atuais do Supremo, o pedido de vista pode suspender a conclusão do julgamento por até 90 dias corridos. Encerrado esse prazo, o processo fica automaticamente liberado para ter sua análise retomada em sessão plenária, mesmo que o ministro que pediu mais tempo ainda não tenha apresentado seu voto. A contagem começa a partir da publicação da ata da sessão em que houve a interrupção.
Uma eventual interrupção também pode alterar, na prática, a sequência definida por Fachin para o Supremo enfrentar os dois casos que envolvem Moraes e André Mendonça.




