O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta terça-feira o relatório da Polícia Federal que identificou o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A sessão reúne no mesmo plenário magistrados que adotaram posições distintas sobre a condução do caso, criando um cenário de possíveis divergências entre os ministros.
A Corte está atualmente com dez integrantes, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Entre os ministros que participam do julgamento estão nomes indicados ao STF por diferentes presidents: Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Alguns ministros já se posicionaram abertamente sobre o relatório e o material apreendido com Vorcaro, enquanto outros evitaram antecipar como pretendem votar. Essa divisão de posições promete tornar a sessão um momento de tensão institucional.
Edson Fachin, atual presidente do STF desde setembro de 2025, foi indicado ao tribunal por Dilma Rousseff e chegou à Corte em 2015. Antes de ingressar no Supremo, Fachin foi advogado, procurador do Estado do Paraná e professor de Direito Civil da Universidade Federal do Paraná.




