O NRP Zaire detectou, durante uma ação de fiscalização na zona marítima da Madeira, 2.000 quilos de atum-gaiado seco que não constavam dos registos apresentados pelos pescadores artesanais. A deteção ocorreu às 1 hora da madrugada, durante uma operação direcionada a embarcações de pesca de salto e vara. À chegada ao porto, a Polícia Marítima tomou conta da ocorrência e iniciou os procedimentos legais junto das entidades competentes.
O PSD do Caniçal emitiu um comunicado manifestando preocupação com a situação, pedindo "bom senso" e respeito pela "tradição secular" do gaiado seco. O autor do artigo critica este posicionamento, argumentando que foi o próprio PSD Madeira, através da maioria que detém na Assembleia Regional, que criou a legislação que agora causa estas apreensões aos pescadores artesanais.
O artigo descreve um cenário de "perseguição e vigilância policial" sobre os pescadores do Caniçal, que são obrigados a vender o peixe a um monopólio regional de congelação e distribuição. Os pescadores são tratados como suspeitos, sendo controlados mesmo quando pretendem levar peixe para consumo próprio. O autor questiona onde estavam os comunicados do PSD e de outros partidos quando a fiscalização "sufocava a economia local" em favor desta centralização.
O autor conclui que o PSD do Caniçal deveria assumir a responsabilidade pelas leis que aprovou, em vez de pedir sensibilidade às autoridades de fiscalização depois da rusga. Aponta que o "bom senso" deveria ser demonstrado na Assembleia Regional, alterando as leis que, segundo o artigo, "sufocam o Caniçal" e beneficiam os grandes interesses económicos em detrimento dos pescadores tradicionais.




