A chanteuse trans portuguesa Patrícia Ribeiro, de 44 anos, relata em sua biografia, que será lançada em breve, detalhes dos seis anos em que esteve presa, entre 2016 e 2022, cumprindo pena por extorsão. Ela afirma que ainda hoje lida com as marcas deixadas pela cela e que precisou fazer novas sessões de laser com CO2 nas pernas para amenizar cicatrizes de um episódio de automutilação que viveu durante o período de prisão.
Segundo Patrícia, o episódio de automutilação aconteceu após uma sequência de situações que a deixaram emocionalmente fragilizada. Ela conta que tudo começou com uma greve de fome, motivada por questões relacionadas ao processo judicial, pelo aumento de sua pena e por situações de discriminação que, segundo ela, enfrentou dentro da prisão.
Patrícia descreve o momento da automutilação dizendo: "Tive um episódio de automutilação na cadeia diante das muitas injustiças que vivi lá. Foi um momento em que realmente não aguentei e surti". A chanteuse decidiu escrever o livro como forma de registrar e relatar as experiências vividas durante o período em que esteve encarcerada.




