Luís Tomé, especialista em questões de segurança internacional, considerou que a Europa é "fértil em declarações e muito lenta nas ações" face à ameaça russa. Esta análise surge no contexto das tensões crescentes entre a Europa e a Rússia, com o especialista a criticar a lentidão europeia na implementação de medidas concretas de resposta.
O especialista abordou os objetivos militares e diplomáticos do regime de Vladimir Putin, analisando a estratégia do presidente russo no contexto europeu. Tomé salientou as intenções expansionistas e a forma como a Rússia tem procurado exercer pressão sobre os países europeus através de diversos mecanismos.
Relativamente ao papel dos Estados Unidos, Luís Tomé apontou fragilidades na mediação norte-americana sob a administração de Donald Trump. O especialista criticou a abordagem americana à questão europeia, sugerindo que a liderança dos EUA não tem conseguido garantir uma resposta eficaz e coordenada às ameaças russas.
A intervenção de Luís Tomé surge num momento de crescente preocupação com a estabilidade europeia, evidenciando a necessidade de uma resposta mais assertiva e célere por parte dos países europeus face ao que considera ser uma ameaça significativa à segurança do continente.




