A Bleap, fintech portuguesa fundada pelos ex-Revolut João Alves e Guilherme Gomes, anunciou uma nova funcionalidade que permite a brasileiros que vivem na Europa transferirem dinheiro entre o Brasil e a Europa de forma mais barata e rápida, utilizando stablecoins em vez da tradicional rede Swift. A empresa obteve em junho autorização ao abrigo do regulamento MiCA na Letónia, o que lhe permite prestar serviços em toda a União Europeia.
A solução integra o PIX na Europa, permitindo que o cliente envie reais através do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro e receba euros diretamente na conta Bleap em segundos, à taxa de câmbio média de mercado, com 0% de IOF e sem taxa de transferência. A Bleap garante que toda a infraestrutura de stablecoins permanece invisível para o utilizador, e afirma que as suas transferências são mais baratas que a Wise, o principal benchmark do mercado de transferências internacionais baratas.
A empresa utiliza um modelo onde liquida a parte internacional da operação com stablecoins, com um único parceiro local em cada país a converter o valor para a moeda doméstica e a fazer o pagamento pela infraestrutura nacional. João Alves, CEO da Bleap, criticou os corredores baseados em Swift, afirmando que foram criados para bancos movimentarem dinheiro para outros bancos, sendo um sistema lento e caro para pequenos montantes.
A Bleap já levantou mais de 8 milhões de dólares em duas rondas de financiamento: uma pre-seed de 2,3 milhões no final de 2024, liderada pela Ethereal Ventures, e uma seed de 6 milhões, liderada pela Blossom Capital. A empresa conta atualmente com mais de 70 mil utilizadores e pretende utilizar o capital para abrir novos corredores no mesmo modelo e continuar a construir uma infraestrutura financeira baseada em blockchain.




