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Suécia: coligação de esquerda não é a única opção para os social-democratasFoto de AS_Photography no Pexels
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Suécia: coligação de esquerda não é a única opção para os social-democratas

Jornal Económico14 de setembro de 2026 às 20:25

Os partidos políticos suecos iniciaram negociações para a formação de coligações governamentais, num quadro de grande indefinição após as eleições legislativas. Com 95% dos votos apurados, o bloco de centro-esquerda, liderado pelos sociais-democratas de Magdalena Andersson, assegura uma vantagem estreita de 176 lugares (100 dos quais para os sociais-democratas), contra 173 lugares dos partidos de direita. O Partido Moderado, do primeiro-ministro cessante Ulf Kristersson, conseguiu 70 deputados, enquanto os Democratas Suecos, partido de extrema-direita, ficaram-se pelos 62 deputados, tendo perdido apoio pela primeira vez desde a sua fundação.

O Partido do Centro, que elegeu apenas 25 deputados, poderá tornar-se essencial face ao apertado resultado eleitoral, dado que anunciou a sua disponibilidade para iniciar negociações com os sociais-democratas. Esta abertura pode conferir algumas garantias a Andersson no processo de formação de governo. Contudo, o Partido do Centro afirmou que tentaria formar uma coligação que apostasse na estabilidade política e num caráter claramente de centro-direita, sem políticas extremistas.

Os líderes sociais-democratas reuniram-se com Andersson na manhã de segunda-feira, após uma longa noite eleitoral durante a qual houve apenas um lugar de diferença entre os dois blocos. O porta-voz dos sociais-democratas, Tobias Baudin, pediu a renúncia de Kristersson, acusando-o de ter recebido nota negativa dos eleitores. Kristersson liderou o governo de coligação de direita com o apoio dos Democratas Suecos.

O antigo vice-primeiro-ministro Morgan Johansson considerou positiva a abertura do Partido do Centro e afirmou que existem boas perspetivas de entendimento. Embora os Democratas Suecos tenham perdido apoio, muitas das suas propostas políticas sobre imigração, integração e criminalidade tornaram-se comuns inclusivamente no centro-esquerda.

Porque é que isto importa

Os leitores suecos e europeus acompanham com atenção a formação do próximo governo sueco, que poderá definir políticas sobre imigração, criminalidade e integração que afetarão diretamente a sociedade. A disponibilidade do Partido do Centro para negociar com Andersson pode ser decisiva para determinar se Sweden fica com um governo de esquerda ou uma grande coligação ao centro, banindo os extremos de ambos os lados. Este resultado segue-se à perda histórica de apoio dos Democratas Suecos, cujo programa político, no entanto, já influenciou o centro-esquerda.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Jornal Económico a 14 de setembro de 2026 às 20:25; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Política. Nesta secção temos atualmente 29852 artigos.

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