O mecânico espanhol Juan José Ebenezer alertou para um problema de fuga de combustível que pode passar despercebido durante muito tempo e, em certas circunstâncias, aumentar o risco de incêndio. O especialista analisou o caso de um automóvel que perdia gasolina apenas ocasionalmente, especialmente depois de atestar o depósito.
A fuga era difícil de detetar porque desaparecia após o carro percorrer alguns quilómetros. Quando o proprietário chegava à oficina, o combustível já tinha descido de nível e o gotejamento deixava de ser visível. Para identificar a origem do problema, o mecânico teve de desmontar parte da zona da roda e simular o enchimento do depósito, descobrindo tubagens e componentes de borracha já degradados pelo tempo. Foram identificadas duas fugas em simultâneo: uma na tubagem principal de enchimento e outra num tubo de menor dimensão.
Nos meses quentes, o problema torna-se ainda mais difícil de detetar porque a gasolina evapora-se rapidamente e pode não formar uma mancha visível no chão. O risco de incêndio aumenta quando o combustível atinge zonas muito quentes do veículo, como discos de travão, ou componentes elétricos capazes de gerar uma fonte de ignição.
Juan José recomenda que os condutores fiquem atentos a sinais como cheiro anormal a combustível, consumo inexplicavelmente superior ou vestígios de gasolina depois de atestar o depósito. A reparação necessária era relativamente simples, bastando substituir as mangueiras e tubos deteriorados. O mecânico lembrou ainda que muitos automóveis antigos mantêm avarias mecanicamente simples de reparar, desde que a manutenção seja feita atempadamente.




