A seguradora suíça Hagel ganhou o concurso público para segurar as colheitas de 2.750 agricultores madeirenses que produzem mais de 22 mil toneladas anuais de banana da Madeira. A adjudicação foi feita por cerca de 669 mil euros, abaixo do preço base de 713 mil euros definido pela GESBA – Empresa de Gestão do Setor da Banana. A Hagel superou as propostas da CA Seguros e da mediadora Atlas MGA, tendo apresentado a proposta mais baixa, num concurso em que o preço era o critério decisivo.
O preço contratual global corresponde ao produto da multiplicação da taxa comercial de 3% sobre o capital seguro, que atinge 22.307.462 euros, estando válido até 31 de agosto de 2027 para incluir a Campanha de 2026. O pagamento deste seguro será suportado pela GESBA em cerca de 200 mil euros, cabendo os restantes 469 mil euros ao programa PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum) 2023-2027.
Depois de quatro concursos falhados no ano passado, o primeiro concurso deste ano promovido pela GESBA finalmente conseguiu concorrentes e contratar seguros. O modelo regional madeirense estabelece regras estritas que tornam muito difícil a criação de organizações alternativas privadas de produtores, pelo que praticamente todos os bananicultores dependem da GESBA para vender o seu produto.
Filipe Charters, responsável da Hagel em Portugal, afirmou que o objetivo da empresa na Madeira vai além de apresentar uma taxa competitiva, pretendendo assegurar aos produtores madeirenses um serviço de peritagem técnico, transparente e de resposta rápida no momento em que ocorrem acidentes climáticos. A Hagel, sucursal portuguesa da Mútua Suíça de Seguro Contra o Granizo, já possui vasta experiência na cobertura de grandes áreas agrícolas no continente, nomeadamente no setor do tomate de indústria e outras culturas de elevada escala.




