A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira revela que 46% dos eleitores brasileiros avaliam que o escândalo do Banco Master afeta diferentes Poderes e grupos políticos. O levantamento mostra que a parcela da população que aponta o Supremo Tribunal Federal (STF) como o mais impactado pelo caso cresceu de 5% em julho para 17% em setembro, indicando uma mudança na percepção pública sobre quem mais sofre com as consequências do escândalo.
Entre os grupos político-institucionais listados, o STF aparece em segundo lugar com 17%, atrás apenas da resposta "todos" com 46%. O ex-presidente Jair Bolsonaro figura em terceiro com 15%, seguido pelo presidente Lula com 9%. O Banco Central foi apontado por 2% dos entrevistados, o Congresso por 1%, e 1% acredita que nenhum deles foi afetado. Outros 9% disseram não saber ou não responderam.
O escândalo envolve o banco de Daniel Vorcaro, e a pesquisa também mediu o nível de conhecimento dos eleitores sobre o caso. Segundo o levantamento, 25% dos entrevistados não sabem sobre o escândalo, enquanto 48% avaliam estar bem informados e 27% dizem saber sobre o caso, mas não estão em dia com as notícias.
O crescimento na percepção de que o STF é o mais afetado ocorre na esteira da crise interna que mobiliza a direita e divide os ministros da corte. A pesquisa também indica que 37% dos eleitores avaliam que o ministro André Mendonça age de forma correta no embate com o ministro Alexandre de Moraes, enquanto 16% defendem a posição de Moraes.



