Garcia Pereira considerou que uma juíza do Tribunal Constitucional tentou "preparar a opinião pública" para uma posição que defende sobre a extinção do partido Chega. O responsável classificou esta atitude como algo "de uma enorme gravidade ética".
Segundo Garcia Pereira, esta tentativa de preparar a opinião pública mostra que "se está a procurar criar uma opinião pública favorável a uma decisão que é profundamente errónea". O comentário sugere que a juíza poderá estar a antecipar ou a condicionar uma futura decisão judicial sobre o partido Chega.
A posição de Garcia Pereira surge no contexto de uma eventual decisão do Tribunal Constitucional sobre a legalidade ou extinção do Chega. A juíza em causa terá feito declarações públicas que, para Garcia Pereira, revelam um viés que compromete a imparcialidade esperada de um membro do tribunal.
O caso levanta questões sobre a imparcialidade dos membros do Tribunal Constitucional e sobre o papel que as opiniões públicas expressas por juízes podem ter no processo judicial. Garcia Pereira defende que este tipo de comportamento é incompatível com a função de um juiz constitucional.



