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Funcionária com 27 anos de casa despedida por falha do patrão: tribunal concede 34.800€ de indemnizaçãoFoto de FotoArt-Treu no Pexels
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Funcionária com 27 anos de casa despedida por falha do patrão: tribunal concede 34.800€ de indemnização

Postal do Algarve14 de setembro de 2026 às 17:30

Uma técnica de farmácia francesa que iniciou funções em 1998 numa farmácia do sul de França foi despedida em 2017 por não possuir o diploma legalmente exigido para o cargo. A situação manteve-se despercebida durante quase três décadas até que novos proprietários analisaram a documentação dos trabalhadores e detetaram a irregularidade. Uma inspeção da Agência Regional de Saúde confirmou oficialmente a ausência de habilitação, o que levou à suspensão e posterior despedimento da funcionária por alegada falta grave.

A trabalhadora contestou sempre ter ocultado informação, defendendo que a situação era conhecida internamente há anos. O litígio arrastou-se pelos tribunais, com decisões contraditórias: em 2021, o tribunal laboral considerou o despedimento infundado e condenou a entidade empregadora a pagar 34.800 euros de indemnização. Contudo, dois anos depois, o Tribunal de Apelação deu razão ao empregador, argumentando que a trabalhadora tinha falhado o dever de lealdade.

A situação voltou a mudar quando o Tribunal de Cassação interveio, concluindo que não era possível responsabilizar exclusivamente a funcionária por uma irregularidade que a própria empresa permitiu durante décadas sem efetivar as verificações necessárias. Os juízes consideraram que o empregador tinha a obrigação de confirmar se os trabalhadores reuniam todos os requisitos legais para exercer a profissão.

O processo regressará ao Tribunal de Apelação para nova apreciação, mas a decisão do Tribunal de Cassação estabelece um precedente relevante sobre a responsabilidade das empresas na verificação das habilitações profissionais dos trabalhadores, reforçando que falhas administrativas prolongadas não podem ser automaticamente imputadas ao trabalhador.

Porque é que isto importa

A decisão do Tribunal de Cassação francês estabelece um precedente importante sobre a responsabilidade das empresas na verificação das habilitações dos trabalhadores, indicando que falhas administrativas prolongadas não podem ser automaticamente imputadas aos funcionários. Embora o caso decorra em França, os leitores em Portugal podem identificar paralelismos com a legislação nacional, onde compete igualmente ao empregador demonstrar os factos que sustentam um despedimento.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Postal do Algarve a 14 de setembro de 2026 às 17:30; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22704 artigos.

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