O diretor do Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior (SNPES), padre Miguel Gonçalves Ferreira, sacerdote da Companhia de Jesus, afirmou em entrevista à Agência ECCLESIA que é necessário ser mais proativo na divulgação da Pastoral Universitária, lamentando que muitos estudantes apenas descobrem esta proposta da Igreja Católica no final do curso, durante a bênção dos finalistas. Para o sacerdote jesuíta, esta situação representa um fracasso da proposta, pois significa que algo falhou na comunicação durante os anos em que os estudantes frequentaram a universidade.
O padre Miguel Gonçalves Ferreira alertou que a Pastoral Universitária não pode dispensar o digital e as redes sociais, tanto para divulgação como para anúncio e presença nestas realidades. Destacou que os mais jovens são mais proativos e criativos no uso das tecnologias e da inteligência artificial, e que é preciso ir mais além na adaptação aos novos meios de comunicação.
A Pastoral Universitária da Igreja Católica está presente no mundo universitário português, tanto dentro das universidades como em espaços na cidade, procurando ajudar cada estudante a fazer um percurso de fé e de encontro. Segundo o diretor do SNPES, hoje muitos estudantes procuram retomar durante a universidade a preparação para sacramentos como o batismo, a confirmação ou a primeira comunhão, manifestando um renovado interesse pela fé de forma mais descomplexada.
O SNPES coordena as realidades da Pastoral Universitária nas várias dioceses do país, que variam significativamente entre grandes centros urbanos e cidades mais pequenas. Entre as atividades destacadas estão os Centros Universitários da Companhia de Jesus, que comemoram 50 anos, e a Missão País, que tem crescido em tamanho eapoios, chegando a mais universidades e realidades no interior. Está previsto para março de 2027, em Fátima, o Encontro Nacional da Pastoral do Ensino Superior.



