Os Houthis, grupo rebelde iemenita aliado do Irã no chamado "Eixo da Resistência", reivindicaram nesta segunda-feira uma "operação militar em larga escala" contra a Arábia Saudita, disparando dezenas de mísseis contra o território saudita. Novos ataques aéreos atingiram áreas da Arábia Saudita em meio ao aprofundamento das hostilidades entre os rebeldes e o governo de Riad.
A escalada ocorre um dia após o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, reunir-se com o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), almirante Brad Cooper, para discutir a conjuntura de segurança no Oriente Médio. As consequências da guerra entre Washington e Teerã se confundem com as da disputa em solo iemenita, segundo o artigo.
O barril de petróleo Brent chegou a ser comercializado a mais de US$ 108 nesta segunda-feira, com as instabilidades nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb pressionando o mercado internacional. A Organização das Nações Unidas informou que 46 mil pessoas fugiram do Iêmen após a escalada dos Houthis na região.
O ex-presidente Donald Trump revelou que os rebeldes Houthis pediram para os Estados Unidos não intervirem no conflito. Riad entrou em contato com Washington após danos em um oleoduto estratégico, evidenciando a preocupação saudita com a segurança de sua infraestrutura energética.




