O cardeal D. Américo Aguiar participou na segunda reunião preparatória da Jornada Mundial da Juventude Seul 2027, que decorreu de 13 a 17 de setembro, onde afirmou que "organizar uma Jornada é difícil, mas viver depois da Jornada pode ser ainda mais exigente". O bispo de Setúbal, que preside à Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida, defendeu que "agora começa talvez a parte mais difícil" depois da realização da JMJ Lisboa 2023, que contou com mais de 1,5 milhões de participantes nas celebrações conclusivas no Parque Tejo.
Na sessão dedicada à fecundidade pastoral da JMJ, D. Américo Aguiar partilhou a experiência do percurso da Jornada em Lisboa, salientando que os jovens não são apenas o futuro da Igreja, mas são Igreja agora. O cardeal lembrou que a JMJ Lisboa 2023 "continua a dar frutos", referindo-se também ao Rejoice – Jornada Nacional da Juventude que se realizou em julho em Lamego, onde a alegria, os tempos de oração e a capacidade dos jovens de fazer acontecer provaram que o legado da Jornada se mantém vivo.
O prelado sublinhou que "o voluntário é o tesouro mais valioso de uma Jornada Mundial da Juventude", caracterizando-o como alguém que oferece o que "talvez seja um dos bens mais preciosos": o tempo. D. Américo Aguiar apelou à organização da JMJ Seul 2027 para que cuide dos voluntários, os escute, forme, confie neles e os ajude a compreender que não estão a prestar um serviço a um grande evento, mas a participar numa missão da Igreja.
A JMJ Seul 2027, com o tema "Tende coragem: eu venci o mundo", decorre entre 3 e 8 de agosto e conta com a participação de uma delegação portuguesa do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, composta por Pedro Carvalho, o padre Filipe Diniz e Isabel Fernandes. D. Américo Aguiar deixou uma mensagem aos jovens da Coreia e do mundo inteiro: a Igreja espera-os "não para serem espectadores, nem apenas para ocuparem um lugar numa multidão, mas para serem protagonistas de uma história que Deus continua a escrever".




