A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida foi presa por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho em Mato Grosso. Segundo a investigação da Polícia Civil mato-grossense, ela mantinha um relacionamento amoroso com um chefe da facção que havia fugido para o Rio de Janeiro e compartilhava com ela informações sobre seu esconderijo e operações policiais no Complexo do Alemão. O relatório final da investigação foi obtido com exclusividade pelo Fantástico, da TV Globo, e apresentado neste domingo.
Os investigadores apontam que Rhavenna e seus pais, os pastores Orminda e Nivaldo de Almeida, utilizavam um projeto de assistência religiosa em presídios para repassar recados e lavar dinheiro do tráfico. A família atuava na Penitenciária Central de Cuiabá, onde o traficante Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como Batman, cumpria pena.
Batman é apontado pela polícia como um dos chefes do Comando Vermelho em Mato Grosso. Ele foi condenado a 49 anos de prisão. Em setembro de 2024, passou ao regime semiaberto, com tornozeleira eletrônica. Três dias depois, fugiu e seguiu para o Rio de Janeiro, onde mantinha contato com a missionária.




