As autarquias portuguesas, representadas pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), e o Conselho das Comunidades Portuguesas manifestaram publicamente a sua defesa de uma agência de notícias Lus mais independente. As duas entidades apresentam esta posição como um apelo à mudança na forma como a agência noticiosa estatal opera.
Ambos os organismos defendem que a Lus deveria ser mais transparente e participada nos seus processos editoriais. Esta exigência surge no contexto de debates mais amplos sobre o papel dos média públicos em Portugal e sobre a necessidade de garantir a independência editorial das agências de notícias financiadas por dinheiros públicos.
As entidades signatárias pretendem ainda um reforço da missão de serviço público da Lus. Esta posição sugere que, na perspetiva dos autarcas e do conselho da diáspora, a agência deveria dar maior ênfase ao seu papel de serviço público, assegurando uma cobertura noticiosa que responda às necessidades efetivas dos cidadãos.
Além disso, é defendida uma maior ligação ao território português e às comunidades da diáspora. Esta exigência reflete a preocupação de que a Lus deveria reforçar a sua cobertura das realidades locais e das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, garantindo que estas vozes e histórias têm visibilidade na comunicação social nacional.




