A DECO PROteste alertou que o aumento do salário líquido resultante da recente redução das retenções na fonte não equivale necessariamente a uma redução do imposto final de IRS. A organização de defesa do consumidor explicou que esta descida apenas significa que os contribuintes entregam antecipadamente uma parcela menor do seu rendimento ao Estado, sendo que o valor definitivo só será apurado no acerto de contas com o Fisco em 2027.
Dependendo da situação específica de cada agregado familiar, este desagravamento mensal poderá traduzir-se num reembolso substancialmente inferior ao esperado ou até na obrigação de pagar um valor adicional ao Estado. A organização alertou que esta situação não é nova, uma vez que nos últimos dois anos as sucessivas alterações às tabelas de retenção na fonte já levaram muitos cidadãos a receber reembolsos inferiores aos habituais, enquanto outros passaram a ter imposto em falta para liquidar.
Perante a pressão das despesas essenciais com habitação, automóvel e cabaz alimentar, a DECO PROteste recomenda que as famílias aproveitem qualquer margem financeira para poupar uma parte do rendimento extra mensal, de forma a acautelar eventuais surpresas no próximo acerto fiscal. A organização sublinhou que esta experiência recente deve servir de referência para antecipar o impacto nas declarações de 2027.
O aviso surge numa altura em que vários contribuintes ainda se encontram a regularizar o IRS relativo aos rendimentos do ano anterior, lembrando que o prazo para solicitar junto da Autoridade Tributária o pagamento faseado em prestações termina no dia seguinte à publicação da notícia.




