Todas as notícias
Política
Negócios
Tecnologia
Ocorrências
Desporto
Meteorologia
Ciência
Entretenimento
Mundo
Imobiliário
Notícias de IA
Serge Rangoni: “O futuro está na diversidade”Foto de Joshwiiieee no Pexels
Entretenimento

Serge Rangoni: “O futuro está na diversidade”

Jornal Económico14 de setembro de 2026 às 10:08

Serge Rangoni, belga formado como ator no Conservatório de Bruxelas em 1982, foi escolhido por unanimidade como novo diretor artístico do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa. Iniciou funções a 2 de fevereiro de 2026, para um mandato de quatro anos. Anteriormente, dirigiu o Teatro de Liège, na Bélgica, durante 21 anos, e foi presidente da Convenção Europeia de Teatros entre 2017 e 2023. A sua candidatura foi enaltecida pela "consistência e ambição", assente na promoção do cruzamento entre disciplinas artísticas.

A nova temporada 2026-2027 do CCB, com abertura de 11 a 13 de setembro, reflete a visão de Rangoni de criar um espaço de encontro entre instalações participativas, dança, música, teatro e performance. Os pilares programáticos são hospitalidade, diversidade, liberdade, participação e conhecimento. O diretor artístico defende que os espaços culturais são "talvez os últimos lugares onde podemos cruzar diferenças, onde podemos encontrar a diversidade", num mundo onde os públicos estão mais fragmentados e onde a comunicação através de ecrãs reduziu a capacidade de empatia.

Rangoni pretende abrir as portas do CCB a novos criadores e artistas que ainda não tiveram oportunidade de apresentar os seus trabalhos na instituição. Destaca nomes como Catarina Miranda, Marco Martins, Joana Craveiro, Ondjaki, Tiago Correia e Victor Hugo Pontes. O objetivo é criar mais oportunidades para que artistas e estruturas portuguesas se aproximem do contexto artístico europeu, através de coproduções, circulação de espetáculos e residências artísticas.

A estratégia passa também pelo reforço de parcerias com instituições portuguesas como a Culturgest, o Teatro Nacional D. Maria II e o São Carlos, e pela organização de encontros com teatros interessados na internacionalização. Rangoni já está a desenvolver projetos com a Maison de la Danse de Lyon, envolvendo dez parceiros mundiais para artistas das margens e periferias. O diretor quer que, dentro de dois anos, o CCB tenha maior diversidade de públicos, mais pontes com as artes visuais e que mais artistas portugueses sejam conhecidos fora do país.

Porque é que isto importa

Os leitores de Lisboa e arredores são diretamente afetados porque a programação do CCB para os próximos anos vai determinar o acesso a espetáculos, festivais e encontros culturais de âmbito nacional e europeu. A aposta na internacionalização de artistas portugueses e no reforço de parcerias com teatros como a Culturgest ou o São Carlos pode ampliar as oportunidades para profissionais e estruturas culturais da região, além de diversificar a oferta cultural disponível na capital.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Jornal Económico a 14 de setembro de 2026 às 10:08; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Entretenimento. Nesta secção temos atualmente 13731 artigos.

Todos os artigos da secção →
Fonte

Notícias relacionadas

Entretenimento

Westside Cowboy: fazer história com guitarras em 2026

O artigo celebra a banda inglesa Westside Cowboy e o seu单曲 "It Goes On", descrevendo-os como uma proposta de indie rock que soa como se tivesse surgido em 1993. Apesar de poder ter passado despercebido por ter sido lançado no verão, o crítico recomenda que se preste atenção a este grupo, considerando-o como um exemplo de indie rock de qualidade que não se ouvia há muito tempo, comparando-o favoravelmente a bandas como os Geese.

Observador14/09/26, 14:12
Entretenimento

Manifesta 17 Coimbra 2028 foca regeneração urbana e ligação entre cultura e espaço público

A Manifesta 17 Coimbra 2028 vai centrar-se na regeneração urbana e na ligação entre cultura e espaço público, com a Câmara de Coimbra a destacar a valorização da Baixa, Alta e Rua da Sofia. O projeto da bienal europeia de arte contemporânea prevê um forte envolvimento da comunidade local na definição das linhas orientadoras do evento que decorrerá na cidade em 2028.

Diário de Coimbra14/09/26, 14:00
Iolanda: “Era miudinha e a minha mãe levou-me a uma senhora para me virar o bucho. Umas rezas, azeite e voltei a comer”
Entretenimento

Iolanda: “Era miudinha e a minha mãe levou-me a uma senhora para me virar o bucho. Umas rezas, azeite e voltei a comer”

A artista Iolanda falou sobre o seu álbum de estreia, "Quebranto", revelando que de criança foi levada pela mãe a uma senhora para "virar o bucho", um ritual que envolvia rezas e azeite, e que a fez voltar a comer. No Posto Emissor, Iolanda disse não saber se a inspiração para o álbum tem a ver com essa experiência, afirmando não estar "acima do plano terreno".

Expresso14/09/26, 13:57
Entretenimento

Manifesta 17 Coimbra 2028 define Baixa, Alta e Rua da Sofia como prioridades

A Manifesta 17 Coimbra 2028 vai realizarse na cidade em 2028, centrando-se na Baixa, Alta e Rua da Sofia, com o objectivo de articular a bienal de arte contemporânea com a regeneração urbana e o envolvimento da comunidade local. A Câmara de Coimbra, a Universidade de Coimbra, o CAPC e a International Foundation Manifesta reuniram-se para consolidar a parceria e definir as linhas de trabalho, pretendendo associar a política cultural à valorização urbana e projectar Coimbra internacionalmente, deixando um legado após o evento.

Campeão das Províncias14/09/26, 13:51