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Governos querem sucessão de Lagarde no BCE negociada até ao final do anoFoto de nikon89 no Pexels
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Governos querem sucessão de Lagarde no BCE negociada até ao final do ano

Eco14 de setembro de 2026 às 09:46

Os governos da Zona Euro pretendem alcançar um acordo, até ao final do ano, para a sucessão dos três principais cargos no Banco Central Europeu, que incluem a presidente Christine Lagarde, o economista-chefe Philip Lane e a membro da Comissão Executiva Isabel Schnabel. Segundo o Financial Times, citado pelo artigo, Lagarde poderá anunciar ainda este ano que deixará a instituição no início de 2027, antes das próximas presidenciais francesas, embora a própria tenha garantido publicamente que não se vê livre do cargo antes de outubro de 2027.

A remodelação da liderança do BCE surge num contexto de grande volatilidade nos mercados globais de obrigações, com mais de seis meses de guerra no Médio Oriente a agravar os custos da dívida pública europeia. As eleições de abril em França também pesam nas decisões dos líderes europeus, com Marine Le Pen, líder da extrema-direita, a surgir como favorita para suceder a Emmanuel Macron. Um alto responsável envolvido no processo considerou esta a mais importante decisão em matéria de nomeações na Europa até 2029.

Os dois principais candidatos à sucessão de Lagarde são Pablo Hernández de Cos, líder do Banco de Pagamentos Internacionais, e Klaas Knot, antigo presidente do banco central neerlandês. Joachim Nagel, presidente do Bundesbank, manifestou interesse mas é considerado uma escolha improvável, uma vez que seria inédito dois cidadãos alemães liderarem simultaneamente o BCE e a Comissão Europeia. Para o cargo de economista-chefe, estão a ser discutidos nomes como Markus Brunnermeier de Princeton, Monika Piazzesi de Stanford e Tobias Adrian, antigo economista sénior do FMI. Paris defende Agnès Bénassy-Quéré ou Laurence Boone, enquanto a Alemanha deverá bloquear qualquer solução que coloque um neerlandês na presidency e um alemão como economista-chefe.

O BCE já subiu duas vezes as taxas de juro este ano para travar a inflação, tendo revisto em alta as projeções para os preços na Zona Euro, prevendo agora que a inflação fique nos 3% este ano, antes de abrandar para 2,5% em 2027 e 2,1% em 2028. Perante o impasse nas negociações, há a possibilidade de surgir um candidato-surpresa, à semelhança do que aconteceu em 2019, quando Macron apresentou inesperadamente Lagarde como principal candidata. François Villeroy de Galhau, antigo governador do Banco de França, poderá surgir como uma opção inesperada.

Porque é que isto importa

Os leitores da região são diretamente afetados porque a nova liderança do BCE determinará a política monetária que influencia as taxas de juro dos mortgages, depósitos e empréstimos na Zona Euro. A sucessão ocorre num momento de instabilidade económica, com a inflação projetada em 3% este ano e pressões orçamentais agravadas pela guerra no Médio Oriente. As decisões sobre quem liderará a instituição monetária mais poderosa da Europa terão impactoduradouro na estabilidade financeira de todos os cidadãos da zona euro.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Eco a 14 de setembro de 2026 às 09:46; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22363 artigos.

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