Inteligências artificiais conversacionais como o ChatGPT e o Gemini estão sendo amplamente utilizadas para fins emocionais e psicológicos, indo além de tarefas práticas como redação de textos e organização de informações. Usuários relatam usar essas ferramentas para desabafar, buscar consigões, desenvolver estratégias para lidar com emoções e, em alguns casos, tentar substituir ou complementar sessões de psicoterapia. A interação pode chegar a parecer uma conversa entre duas pessoas, com usuários compartilhando ansiedade, conflitos em relacionamentos, noites mal dormidas ou solidão.
De acordo com uma pesquisa inéditada Doctoralia realizada com quase 4 mil usuários da plataforma, 70% dos brasileiros já usaram ou considerariam usar a inteligência artificial para lidar com questões emocionais ou psicológicas. Os principais motivos citados foram a disponibilidade 24 horas, apontada por 31,2% dos respondents, e o custo, mencionado por 26,2%, somando quase 60% das respostas.
A IA responde imediatamente aos usuários sem demonstrar impaciência, julgamento ou constrangimento, características que podem ser atrativas para pessoas que buscam apoio emocional. O título da matéria levanta a questão central sobre os limites entre o apoio proporcionado por essas ferramentas e os potenciais riscos envolvidos no uso de inteligência artificial para questões de saúde mental.




