A Região Serrana do Rio de Janeiro, conhecida pelo clima ameno e por destinos turísticos como Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, abriga realidades econômicas distintas. Enquanto as maiores cidades concentram atividades industriais, comércio e serviços, as menores mantêm forte relação com o campo. A região enfrenta desafios que atravessam limites territoriais e elections.
Um dos problemas mais antigos da região é a prevenção de enchentes e deslizamentos, que ganhou maior importância após sucessivas tragédias provocadas pelas chuvas. Em 2011, a Serra registrou o maior desastre natural do país, com cerca de mil mortos. Apenas em 2022, Petrópolis registrou 242 mortes decorrentes de enchentes.
Apesar das promessas feitas após essas tragédias, a prevenção de desastres não avançou de forma significativa. A distribuição dos serviços de saúde também é um ponto sensível na região, que é formada por municípios de tamanhos muito diferentes e marcada pelo deslocamento de moradores em busca de atendimento nas cidades maiores.
A mobilidade é outra questão estratégica enfrentada pela Região Serrana. Diferente da Região Metropolitana do Rio, a infraestrutura de transporte e acesso entre os municípios serranos apresenta limitações que dificultam o deslocamento da população e o desenvolvimento econômico da área.




