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Estágio curricular é componente mais valorizada nos CTeSPFoto de stevepb no Pexels
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Estágio curricular é componente mais valorizada nos CTeSP

Jornal Económico14 de setembro de 2026 às 07:00

O estudo "CTeSP – Avaliação de uma Década de Cursos Técnicos Superiores Profissionais", realizado pelo Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior, foi apresentado em Lisboa a pedido do Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Criados em 2014 como ciclos curtos de educação superior com dois anos de duração, os CTeSP representavam em 2024/25 cerca de 13% dos novos inscritos no ensino superior, aproximando-se progressivamente da média europeia. No entanto, a taxa de ocupação das vagas permanece apenas ligeiramente acima de metade da capacidade disponível.

O estágio curricular é simultaneamente a componente mais valorizada e a que concentra mais relatos de falhas. Cerca de metade dos diplomados recebeu proposta para continuar na organização onde estagiaram, demonstrando a importância do estágio na transição para o mercado de trabalho. Ainda assim, surgem problemas como fraca articulação entre orientadores, tarefas pouco qualificadas e desajuste entre o conteúdo do estágio e o perfil formativo.

O estudo revela que existe inserção no mercado de trabalho, mas frequentemente em segmentos menos estabilizados. Os diplomados tendem a ser mais jovens, concentrar-se em empresas de menor dimensão e apresentar maior peso de contratos a termo. Em 2023, a remuneração média mensal era inferior à dos licenciados e bacharéis, embora o prémio salarial face a trabalhadores apenas com ensino secundário seja estimado entre 13,3% e 22,4%. Os diplomados desempregados apontam como principal dificuldade a ausência de oportunidades na área do curso e na respetiva região.

Mais de metade dos diplomados transitou para licenciaturas, o que sugere que muitos percursos estavam já planeados antes do ingresso. A taxa de abandono ao final do primeiro ano aumentou de 19% para 29% entre 2015/16 e 2022/23, associada a fatores socioeconómicos e à condição de estudante deslocado. As recomendações do grupo de trabalho apontam para uma formação mais profissionalizante e mais ligada ao território, sem esquecer a democratização do acesso ao ensino superior.

Porque é que isto importa

Este artigo é relevante para leitores em Portugal porque apresenta uma avaliação abrangente de um percurso de ensino superior criado em 2014, revelando tanto as mais-valias profissionais dos CTeSP como os seus problemas estruturais. Os dados sobre inserção no mercado de trabalho, prémios salariais e dificuldades de abandono interessam diretamente a estudantes, famílias e decisores de política educativa.

Sobre este resumo

Este é o nosso resumo de um artigo publicado por Jornal Económico a 14 de setembro de 2026 às 07:00; o texto completo fica com o editor original. Na nossa lista está na secção Negócios. Nesta secção temos atualmente 22471 artigos.

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