O grupo Pestana e a Sociedade Figueira Praia estão na corrida pela concessão do casino do Funchal, na Madeira. O atual contrato com os proprietários do Pestana termina a 31 de dezembro de 2026, pelo que a partir de 1 de janeiro de 2027 a exploração ficará nas mãos de uma destas duas operadoras. O prazo para apresentação de propostas terminou na semana passada, após o governo regional da Madeira ter lançado o concurso no final de julho.
A ITI - Sociedade de Investimentos Turísticos da Ilha da Madeira, conhecida como Pestana Casino Park, é uma empresa fundada há 62 anos e detida a 100% pelo Grupo Pestana SGPS. No ano passado, a sociedade madeirense lucrou 22,7 milhões de euros, um aumento homólogo de 5%, com um volume de negócios de 48,1 milhões de euros, mais 9,6%. O executivo regional liderado por Miguel Albuquerque tinha decidido em 2023 estender o contrato por mais três anos devido aos prejuízos causados pela pandemia de Covid-19, durante a qual o casino perdeu mais de 40% em receitas.
A Sociedade Figueira Praia, que opera o casino da Figueira da Foz, um dos mais antigos do país, foi fundada há 78 anos e pertencia à Amorim - Entertainment e Gaming International SGPS. Recentemente, a espanhola Cirsa, entretanto adquirida pelos italianos da Lottomatica, comprou uma posição maioritária nesta proprietária e operadora. Em 2025, a faturação da Sociedade Figueira Praia aumentou 6,4% para 14,7 milhões de euros, mas os prejuízos agravaram-se até aos 16,3 milhões de euros.
O concurso contempla uma concessão por 15 anos, prorrogável por mais cinco, com uma contrapartida inicial de 15 milhões de euros e um investimento mínimo obrigatório de seis milhões de euros. O caderno de encargos estabelece uma proteção concorrencial de 25 quilómetros em redor do casino concessionado, mas inclui uma exceção para a Ponta do Pargo, no município da Calheta, onde poderá ser autorizada a exploração de outro casino.




