Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos analisou o percurso dos 507 ministros que integraram os governos da democracia portuguesa desde 1976, com o objetivo de traçar o perfil da elite política que governou o país ao longo de 50 anos. A investigação permitiu identificar padrões e características comuns entre os titulares de pastas ministeriais.
O estudo revela que os ministros portugueses são predominantemente homens de meia idade, com forte ligação ao Estado. Esta caracterização sugere uma elite política relativamente homogénea, cujas origens e percursos profissionais se cruzam frequentemente com a administração pública e as estruturas estatais.
A análise destes quase meio milhar de ministros ao longo de cinco décadas permite perceber como se formou e reproduziu a classe governante portuguesa. O estudo evidencia que o acesso ao poder executivo está concentrado num grupo com características sociológicas bastante definidas.



