As autoridades turcas miraram pelo menos 162 pessoas durante uma ofensiva contra a comunidade LGBTQIAPN+ do país durante o fim de semana. Ancara alega que as batidas policiais em bares gays, casas de ativistas e outros locais tiveram como objetivo proteger "valores familiares". Segundo a AFP, ao menos 63 foram presos em meio à investida conservadora.
O ministro da Justiça, Akin Gurlek, publicou na rede social X que foram iniciados procedimentos legais contra 162 suspeitos, 9 organizações e 13 empresas em um total de 15 províncias, incluindo Istambul e Ancara. As operações, chamadas de "Minha Família Está Segura", foram realizadas em colaboração com as forças policiais e de gendarmaria.
Gurlek não especificou quantas pessoas foram efetivamente detidas durante a operação. As batidas ocorreram no contexto da "Década da Família", proclamada pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, com o objetivo de "proteger nossas crianças, a instituição da família e a ordem social".
Em Istambul, a polícia realizou batidas em vários estabelecimento e residências durante a operação contra a comunidade LGBTQIAPN+.




